domingo, 24 de abril de 2011

Origem da Páscoa







Deus é santo e, por conseguinte, não aceita ver pecado. Ele é justo e, portanto, julga o pecado em qualquer lugar onde seja encontrado. Mas Deus também é amor: Ele se deleita na misericórdia e, em conseqüência, a infinita sabedoria ideou um meio pelo qual a justiça pudesse ser satisfeita e a misericórdia liberada para fluir aos culpados pecadores. Esse meio foi o da substituição, o justo padecendo pelo injusto. O próprio Filho de Deus foi o selecionado para ser o substituto, pois nenhum outro satisfaria.

Através de Naum, a questão fora feita: “Quem pode manter-se diante do seu furor? e quem pode subsistir diante do ardor da sua ira?” (1.6, ARA). Essa questão recebeu sua resposta na adorável pessoa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Só ele podia “manter-se”. Somente um podia levar a maldição e ainda ressurgir como um vitorioso sobre ela. Somente um podia suportar toda a ira vingativa e, todavia, glorificar a lei e torná-la digna de honra. Somente um podia suportar que seu calcanhar fosse ferido por Satanás e contudo naquela ferida destruir a ele, que tinha o poder da morte.

Deus sustentou um que era “poderoso” (Sl 89.19, ARA). Um que era ninguém menos que o Companheiro de Jeová, o resplendor da sua glória, a expressa imagem de sua pessoa. Desse modo, vemos que o amor ilimitado, a justiça inflexível e o poder onipotente combinaram-se todos para tornar possível a salvação daqueles que crêem.

A. W. Pink



Mas vejamos agora, qual é a verdadeira origem da Páscoa? 
Não tem nada a ver com ovos nem coelhos. Sua origem remonta os tempos do Velho Testamento, por ocasião do êxodo do povo de Israel da terra do Egito. A Bíblia relata o acontecimento no capítulo 12 do livro do Êxodo. Faraó, o rei do Egito, não queria deixar o povo de Israel sair, então muitas pragas vieram sobre ele e seu povo. A décima praga porém, foi fatal : a matança dos primogênitos – o filho mais velho seria morto. Segundo as instruções Divinas, cada família hebréia, no dia 14 de Nisã, deveria sacrificar um cordeiro e espargir o seu sangue nos umbrais das portas de sua casa. Este era o sinal, para que o mensageiro de Deus, não atingisse esta casa com a décima praga. A carne do cordeiro, deveria ser comida juntamente com pão não fermentado e ervas amargas, preparando o povo para a saída do Egito. Segundo a narrativa Bíblica, à meia-noite todos os primogênitos egípcios, inclusive o primogênito do Faraó foram mortos. Então Faraó, permitiu que o povo de Israel fosse embora, com medo de que todos os egípcios fossem mortos.

Em comemoração a este livramento extraordinário, cada família hebréia deveria observar anualmente a festa da Páscoa, palavra hebraica que significa “passagem” “passar por cima”. Esta festa, deveria lembrar não só a libertação da escravidão egípcia, mas também a libertação da escravidão do pecado, pois o sangue do cordeiro, apontava para o sacrifício de Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.
A chamada páscoa cristã, foi estabelecida no Concílio de Nicéia, no ano de 325 de nossa era. Ao adotar a Páscoa como uma de suas festas, a Igreja Católica, inspirou-se primeiramente em motivos judaicos: a passagem pelo mar Vermelho, a viagem pelo deserto rumo a terra prometida, retirando a peregrinação ao Céu, o maná que exemplifica a Eucaristia, e muitos outros ritos, que aos poucos vão desaparecendo.
A maior parte das igreja evangélicas porém, comemora a morte e a ressurreição de Cristo através da Cerimônia da Santa Ceia. Na antiga Páscoa judaica, as famílias removiam de suas casas, todo o fermento e todo o pecado, antes da festa dos pães asmos. Da mesma forma, devem os cristãos confessar os seus pecados e deles arrepender-se, tirando o orgulho, a vaidade, inveja, rivalidades, ressentimentos, com a cerimônia do lava-pés, assim como Jesus fez com os discípulos. Jesus instituiu uma cerimônia memorial, a ceia, em substituição à comemoração festiva da páscoa. I Coríntios 11:24 a 26 relata o seguinte:
1 Corintios 11:24-26 – “E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.”
Vários símbolos nesta ceia merecem nossa atenção. O ato de partir o pão, indicava os sofrimentos pelos quais Cristo havia de passar em nosso favor. Alguns pensam, que a expressão “isso é o meu corpo” signifique o pão e o vinho se transformassem realmente no corpo e no sangue de Cristo. Lembremo-nos portanto, que muitas vezes Cristo se referiu a si próprio dizendo ”Eu Sou a porta” (João 10:7), ”Eu sou o caminho” (João 14:6) e outros exemplos mais que a Bíblia apresenta. Isto esclarece, que o pão e o vinho não fermentado, são símbolos e representam o sacrifício de Cristo. Ao cristão participar da cerimônia da ceia, ele está proclamando ao mundo sua fé no sacrifício expiatório de Cristo e em sua segunda vinda. Jesus declarou: ”Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino de Meu Pai.” ( Mateus 26:29)
Portanto, a cerimônia da Santa-Ceia, que Jesus instituiu, que veio a substituir a cerimônia da Páscoa, traz muitos significados:
1 - O Lava-Pés, significa a humilhação de Cristo. Mostra a necessidade de purificar a nossa vida. Não é a purificação dos pés, mas de todo o ser, todo o nosso coração. Reconciliação com Deus, com o nosso próximo e conosco mesmo – união – não somos mais do que ninguém. O maior é aquele que serve…
2 - A Ceia significa a libertação do Pecado através do sacrifício de Cristo. Significa também estar em comunhão com ele. E sobretudo, é um antegozo dos salvos, pois Jesus disse: ”Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino do meu Pai. (Mateus 26:29)
Conclusão:
Advertindo a cada cristão, que tome cuidado com os costumes pagãos que tentam sempre driblar os princípios bíblicos. Não é de hoje, que se nota como os princípios bíblicos são alterados por costumes e filosofias humanas. Adoração a ídolos, o coelho e o chocolate, são apenas alguns exemplos das astúcias do inimigo. A Bíblia, e a Bíblia somente, deve ser única regra de nossa fé, para nos orientar, esclarecer e mostrar qual o caminho certo que nos leva a Deus e que nos apresenta os fundamentos de nossa esperança maior que é viver com Cristo e os remidos, num novo céu e numa nova terra. Devemos tomar cuidado com as crendices, tradições, fábulas, e mudanças humanas disfarçadas. Minha sugestão é examinar com oração, cuidado e com tempo as Sagradas Escrituras, para saber o que hoje é crendice ou tradição, estando atento, para saber o que realmente Deus espera de cada um de nós.
Jesus foi claro ”Fazei isto em memória de mim.” Ele exemplificou tudo o que deve ser feito. E se queremos ser salvos, precisamos seguir o que Jesus ensina e não outras tradições ou ensinamentos. Mateus 15:9 adverte: ”Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.”
A Paz de Cristo seja com todos.
Germano Luiz Ourique






Na Torá dos judeus, o profeta Isaías previu com 500 anos de antecedência e descreveu a cena de Jesus na cruz, no Corão mulçumano diz q Jesus era verbo de Deus...a Bíblia fala q no princípio o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus, e o Verbo desceu e habitou entre nós! Hj Ele vivo está! [Melissa Nunes]

sábado, 23 de abril de 2011

A Cruz de Cristo - Paul Washer


No. 1
Sermão pregado por
Paul David Washer
Pastor e diretor da agência missionária Heartcry


E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Marcos 15:34)

Um de meus maiores pesos é que raramente a cruz de Cristo é explicada. Não é suficiente dizer “Ele morreu” – já que todos os homens morrem. Não é suficiente dizer “Ele morreu nobremente” – já que os mártires fazem o mesmo. Temos que entender que não temos proclamado em sua plenitude a morte de Cristo com poder salvífico até que tenhamos aclarado a confusão que a rodeia e expor seu verdadeiro significado a nossos corações. Ele morreu levando as transgressões de Seu povo sofrendo o castigo divino pelos seus pecados: Ele foi abandonado por Deus e moído debaixo da ira Dele em seu lugar.

I. Desamparado por Deus. Uma das passagens mais inquietantes, e até mesmo que dão calafrios, é o relato nas Escrituras de Marcos sobre a exclamação do Messias ao estar na Cruz romana. Ele exclamou: “Eloí, Eloí, lamá sabactâni? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Marcos 15:34)

À luz do que sabemos sobre a natureza impecável do Filho de Deus e sua perfeita comunhão com o Pai, é difícil entender as palavras de Cristo, porem ainda assim nelas encontramos o significado da Cruz expostas, e encontramos a razão pela qual Cristo morreu. O fato de que Suas palavras estejam também documentadas em hebreu nos diz algo de grande importância para elas. O autor não queria que mal entendêssemos e que não nos escapasse nem uma só coisa!

Nessas palavras, Jesus não só está chamando ao Pai, mas como mestre jubilado, Ele também está dirigindo a seus espectadores, e todos os futuros leitores, a uma das mais importantes profecias messiânicas do Antigo Testamento – o Salmo 22. Ainda que todo o Salmo esteja cheio de profecias detalhadas da Cruz, nos contentaremos somente com seus primeiros seis versículos:

Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que te alongas do meu auxílio e das palavras do meu bramido? Deus meu, eu clamo de dia, e tu não me ouves; de noite, e não tenho sossego. Porém tu és santo, tu que habitas entre os louvores de Israel. Em ti confiaram nossos pais; confiaram, e tu os livraste. A ti clamaram e escaparam; em ti confiaram, e não foram confundidos. Mas eu sou verme, e não homem, opróbrio dos homens e desprezado do povo (Salmo 22:1-6)

Nos dias de Cristo as Escrituras judaicas não estavam organizadas em capítulos e versículos como as temos hoje. Assim, quando um rabino queria dirigir seus ouvintes a certo Salmo especifico ou tal porção das Escrituras, o fazia recitando as primeiras linhas do texto. Nessa exclamação desde a cruz, Jesus nos dirige ao Salmo 22 e nos revela algo do caráter e propósito de Seu sofrimento.

Nos primeiros dois versículos, escutamos a queixa do Messias: Ele se considera abandonado por Deus. Marcos utiliza a palavra grega egkataleípo, a qual significa desamparado, abandonado, ou desertado. O salmista utiliza a palavra hebréia azab, a qual significa deixar, perder ou desamparar. Em ambos os casos, a intenção é clara. O próprio Messias é consciente de que Deus o há desamparado e se pôs de ouvidos surdos a Seu pranto. Esse desamparo não é simbólico nem poético. É real! Se alguma vez alguma criatura sentiu-se desamparada por Deus, essa certamente foi o Filho de Deus na cruz do Calvário!

No quarto e quinto versículo do Salmo, a angústia sofrida pelo Messias se volta mais aguda ao recordar a fidelidade do pacto de Deus para com seu povo. Ele declara: “Em ti confiaram nossos pais; confiaram, e tu os livraste. A ti clamaram e escaparam; em ti confiaram, e não foram confundidos.” A aparente contradição é clara. Nunca houve um só momento na história em que o povo pactual de Deus houvesse visto um homem justo clamando a Deus sem ser resgatado. No entanto, o Messias sem mancha dependura-se do madeiro completamente desamparado. Qual poderia ser a razão pelo desamparo de Deus: Por que virou as costas a Seu Filho unigênito?

Entrelaçadas no pranto do Messias se encontram as respostas a essas inquietantes perguntas. No terceiro versículo, Ele faz a inquebrantável declaração de que Deus é Santo, e logo, no sexto versículo, Ele admite a atrocidade – Ele tinha-se convertido em um verme, e já não era homem. Por que o Messias utilizaria tal linguagem pejorativa consigo mesmo? Acaso se enxergava a si mesmo como um verme porque tinha convertido-se o “opróbrio dos homens e desprezado do povo”, ou tinha uma razão mais espantosa para Sua auto-depreciação? Depois de tudo não clamou, “Deus meu, Deus meu, por que me há desamparado o povo?” Mas sim se esforçou em saber por que Deus o tinha feito! A resposta pode ser encontrada em somente uma amarga verdade: o Senhor tinha feito que toda nossa iniquidade caíra sobre Ele, e como um verme, Ele foi desamparado e moído em nosso lugar.

Essa metáfora sombria do Messias agonizante não está somente nessas Escrituras. Existem outras que nos levam mais fundo ao coração da Cruz e abre-nos que “Ele padeça muito” em ordem de obter a redenção de seu povo. Se tememos diante das palavras do Salmista, seremos levados a ouvir as três vezes Santo Filho de Deus converteu-se: na serpente levantada no deserto, e depois, no cordeiro expiatório que carregava o pecado e no cordeiro que era deixado ir morrer sozinho no deserto.

A primeira metáfora se encontra em Números. Pela constante rebelião de Israel para Deus e seu rechaço de Sua provisão misericordiosa, o Senhor enviou “serpentes ardentes” entre o povo e muitos morreram. No entanto, como resultado do arrependimento do povo e da intercessão de Moisés, Deus mais uma vez deu provisão para sua salvação. Ele ordenou a Moisés: Faze-te uma serpente ardente, e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo o que, tendo sido picado, olhar para ela.” (Números 21:8)

A princípio parece contraditória a lógica que “a cura tivesse a semelhança daquele que havia ferido”. No entanto, dá uma poderosa imagem da cruz. Os israelitas estavam morrendo do veneno das serpentes ardentes. O homem morre do veneno de seu próprio pecado. A Moisés lhe havia sido ordenado colocar a causa da morte no alto em uma haste. Deus colocou a causa de nossa morte sobre Seu próprio Filho ao levantá-lo alto sobre a cruz. Ele tinha vindo “semelhança da carne do pecado” (Romanos 8:3), e foi "feito pecado por nós.” (2 Coríntios 5:21) Os israelitas que cressem a Deus e olhassem para a serpente de bronze viveriam. O homem que crê no testemunho de Deus segundo Seu Filho e lhe vê em fé, será salvo. Como está escrito, “olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro.” (Isaías 45:22)

A segunda metáfora encontra-se no livro sacerdotal de Levítico. Como era impossível que um só sacrifício ilustrasse o simbolizasse completamente a morte expiatória do Messias, um sacrifício envolvendo dois cordeiros foi posto diante do povo. O primeiro cordeiro foi imolado como oferenda expiatória perante o Senhor, e seu sangue foi aspergido na frente do propiciatório da parte de trás do véu do santo do santos. Isso simbolizava a Cristo quem derramou Seu sangue na cruz para expiar pelos pecados de Seu povo. O segundo cordeiro era apresentado diante do Senhor como cordeiro expiatório. O Sumo sacerdote “porá ambas as suas mãos sobre a cabeça do bode vivo, e sobre ele confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, e todos os seus pecados.” (Levítico 16:21) O cordeiro então era enviado ao deserto levando a iniquidade do povo a um lugar ermo. Ali vagava sozinho, desamparado de Deus e cortado do meio do povo. Simbolizava a Cristo quem “Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro” (1 Pedro 2:24) sofreu e morreu sozinhofora do arraial.” O que era simbólico na Lei voltou-se em uma realidade insuportável para o Messias.

Não é assombroso que um verme, uma serpente venenosa, e um cordeiro sejam postos como tipos de Cristo? Identificar ao Filho de Deus com coisas “aborrecíveis” seria blasfemo se não viesses dos santos do Antigo Testamento “inspirados pelo Espírito Santo.” (2 Pedro 1:21) e confirmadas pelos autores do Novo Testamento que vão mais alem nas sombrias descrições. Debaixo da inspiração do Espírito Santo  eles são o suficientemente audazes para dizer que aquele que não teve pecado “o fez pecado,” e Ele que foi amado do Pai foi “feito maldição” diante Dele. Temos escutado essas verdades antes, porem, as consideramos o suficiente para sermos quebrantados?

Na cruz, Ele que é declarado “santo, santo, santo” pelo coro dos serafins, se “fez” pecado. A viagem ao significado dessa frase quase parece muito perigosa. Tropeçamos diante do primeiro passo. O que significa que Aquele em quem “nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2:9), se “fez pecado”? Não devemos explicar ligeiramente a verdade tratando de proteger a reputação do Filho de Deus e ainda, devemos ter cuidado de não falar coisas terríveis contra seu caráter impecável e imutável.

Segundo as Escrituras Cristo se “fez pecado” na mesma forma em que os pecadores se “convertem na justiça de Deus” Nele. Na sua segunda epistolo à igreja de Coríntio o apóstolo Paulo escreve: “Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Coríntios 5:21) O crente não é “justiça de Deus” por alguma obra purificadora ou aperfeiçoadora segundo seu caráter que o faça como Deus e sem pecado, mas como resultado da imputação pela qual ele é considerado justo ante Deus pela obra de Cristo para ele. Da mesma maneira Cristo não se fez pecado por ter um caráter manchado ou sujo, mas atualmente convertendo-se depravado, mas como resultado da imputação pelo que foi considerado culpável perante o juízo de Deus para nós. Essa verdade não deve causar que pensemos menos da declaração de Paulo que Cristo se “fez pecado” Ainda que foi uma culpa imputada, foi uma culpa real, trazendo uma inquietante culpa para Sua alma. Ele tomou nossas culpas como suas, esteve em nosso lugar, e morreu desamparado de Deus.

Que Cristo se fez pecado é uma verdade terrível como incompreensível, e ainda justamente quando pensamos que não se pode dizer palavras ais escuras contra Ele, o apóstolo Paulo acende uma lâmpada e nos leva ao fundo da humilhação e desamparo de Cristo. Entramos na caverna mais profunda para encontrar ao Filho de Deus pendurado na cruz e levando seu título mais infame – o maldito de Deus!

As Escrituras declaram que toda a humanidade está sob maldição. Como está escrito, “Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las.” (Gálatas 3:10) Desde a perspectiva celestial, aqueles que quebrantam a Lei de Deus são vis e dignos de aborrecimento. São miseráveis, justamente expostos à vergonha divina, e justamente devotos à destruição eterna. Não é um exagero falar que a última coisa o pecador maldito deveria e ouvirá quando ele dê o primeiro passo no inferno é a toda a criação se pondo de pé e aplaudindo a Deus por ter desterrado dele da face da terra. Tal é a vileza daqueles que quebram a Lei de Deus, e tal é o desdém do santo para com o ímpio. E ainda assim o Evangelho nos ensina que “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro” (Gálatas 3:30). Cristo converteu-se no que nós éramos afim de nos redimir do que merecíamos. Ele converteu-se  em um verme e não homem, a serpente alçada no deserto, o cordeiro enviado fora do acampamento, o carregador de pecados, e Aquele sobre o qual a maldição de Deus caiu. É por essa razão que o Pai o rejeitou e todo o céu escondeu seu rosto.

É uma grande volta que o verdadeiro significado da “exclamação da cruz” de Cristo frequentemente tenha se perdido em um clichê romântico. Não é raro ouvir a um pregador declarar que o Pai rejeitou ao Filho porque não podia suportar o sofrimento infligido Nele pelas mãos de homens malvados. Tais interpretações são uma completa distorção do texto e do que atualmente transpirou na cruz. O Pai rejeitou a Seu Filho não porque lhe tenha faltado força para testemunhar seu sofrimento, mas sim porque “Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Coríntios 5:21) Ele colocou nossos pecados sobre Ele e lhe rechaçou porque Seus olhos são demasiadamente puros para aprovar a maldade e não pode ver a maldade com favor.

Não é sem razão que muitos folhetos bíblicos ilustram um abismo entre um Deus santo e o homem pecador. Com tal ilustração as Escrituras estão completamente de acordo. Como o profeta Isaías clamou: “Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” (Isaías 59:1-2) É por isso que todos os homens teriam vivido e morrido separados da favorável presença de Deus e debaixo da ira divina se o Filho de Deus não houvesse estado em seu lugar, levando o pecado, e morto “desamparado de Deus” por eles. Para fechar a brecha e restaurar a comunhão, “não convinha que o Cristo padecesse estas coisas?” (Lucas 24:26)

II. Cristo morre sob a ira de Deus. Para obter a salvação de Seu povo, Cristo não somente sofreu o terrível desamparo de Deus, mas Ele tomou a amarga copa da ira de Deus e morreu uma morte sangrenta em lugar de Sua gente. Só então a justiça divina podia ser satisfeita, apaziguar a ira de Deus, e fazer possível a reconciliação.

No jardim, Cristo orou três vezes para que “o cálice” fora removido Dele, mas cada vez Sua vontade entregava-se a vontade do Pai. Devemos nos perguntar: o que esse cálice continha que fizesse com que Ele rogasse fervorosamente? O que continha que causara tal angústia que Seu suor se mesclasse com sangue? Frequentemente é dito que a copa representava a cruel Cruz romana e a tortura física que lhe esperava – que Cristo previu o gato de nove caldas vindo por detrás de suas costas, as coroas de espinhas penetrando sua fronte, e os cravos primitivos que seriam atravessados em Suas mãos e Seus pés. Ainda aqueles que enxergam essas coisas como a fonte de Suas angústias não entendem a Cruz, nem o que ocorreu lá. Ainda que as torturas o cobrissem, pelas mãos humanas, era o plano redentor de Deus, havia algo muito mais sinistro que evocou o clamor de liberação do Messias.

Nos primeiros séculos da igreja primitiva, milhares de cristão morreram em cruzes. É dito que Nero os crucificou ao contrário, os cobriu de alcatrão, e lhes atou fogo para usar como luzeiros nas cidades de Roma. Através das épocas desde então, um sem número de cristão foram levados às mais inquietantes torturas e ainda é o testemunho de amigos e inimigos o mesmo que muitos deles foram para a morte com grande sagacidade. Temos de crer que os seguidores do Messias enfrentaram tal morte cruel com gozo indizível, enquanto que ao Capitão de sua Salvação se acovardou no jardim, fingindo a mesma tortura? Acaso o Cristo de Deus temeu ao látego e espinhas, cruzes e lanças, ou será que o cálice representou o infinito terror que vai mais alem que a crueldade humana? 

Para entender o conteúdo sinistro desse cálice, devemos nos dirigir ás Escrituras; Existem duas passagens em particular que devemos considerar – uma no salmo “Porque na mão do SENHOR há um cálice cujo vinho é tinto; está cheio de mistura; e dá a beber dele; mas as escórias dele todos os ímpios da terra as sorverão e beberão.” (Salmos 75:8) e a outra em Jeremias: “Porque assim me disse o SENHOR Deus de Israel: Toma da minha mão este copo do vinho do furor, e darás a beber dele a todas as nações, às quais eu te enviarei. Para que bebam e tremam, e enlouqueçam, por causa da espada, que eu enviarei entre eles.” (Jeremias 25:15-16)

Como resultado da incessante rebeldia dos ímpios, a justiça de Deus havia decretado um juízo contra eles. Justamente derramaria sua indignação sobre as nações; Ele colocaria o vinho de Sua ira em suas bocas e forçaria-lhes a tomar até sua borra. O simples pensamento de que tal destino espera ao mundo é absolutamente terrível, e ainda assim esse teria sido o destino de todos, exceto que  a misericórdia de Deus buscou a salvação das pessoas, e a sabedoria de Deus elaborou um plano de redenção ainda desde antes da fundação do mundo. O Filho de Deus se faria homem e caminharia nessa terra em perfeita obediência à Lei de Deus. Ele seria como nós em todos os sentidos, e tentado em todas as maneiras como nós, mas sem pecado. Ele viveria uma vida perfeitamente justa para glória de Deis e em lugar de Seu povo. No tempo designado, Ele seria crucificado em mãos de homens ímpios, e nessa cruz, Ele levaria a culpa de Seu povo, e sofreria a ira de Deus contra eles. O perfeito Filho de Deus e verdadeiro Filho de Adão juntos em uma gloriosa pessoa tomaria a amarga copa da mão de Deus e a tomaria até a borra. Ele a tomaria até que fora “consumada”, e a justiça de Deus fora completamente satisfeita. A ira divina que devia ter sido nossa seria exaurida sobre o Filho, e seria extinta por Ele.

Imagine uma represa que está cheia até o topo e pressionada contra o peso detrás dela. De uma vez o muro protetor é removido e o poder destrutivo é liberado. Como a certeira destruição corre até o povo no vale próximo, de repente a terra se abre diante do povo e traga aquilo que haveria arrasado. Da mesma forma, o juízo de Deus corria diretamente ao homem. Não se podia achar escape na montanha mais alta nem, no abismo mais profundo. Os pés mais velozes não poderia ter escapado, nem o melhor nadador suportar seus tormentos. A represa foi rachada e nada poderia consertar seu dano. Porem, quando toda esperança humana foi esgotada, no tempo oportuno, o Filho de Deus se interpôs. Ele se postou entre a justiça divina e Sua gente. Ele tomou a ira que eles mesmo tinham provocado e o castigo que eles mereciam. Quando Ele morreu nem uma gota do dilúvio restou. Ele a tomou toda!

Imaginem duas pedras de moinho, uma girando acima da outra. Imaginem que entre as pedras existe um grão de trigo que é esmagado pelo grande peso. Primeiro, é moído até ser irreconhecível, e depois suas partes internas são espalhadas e moídas ao pó. Não há esperança de removê-lo ou reconstruí-lo. Tudo se perdeu e está irreparável. De igual maneira, “ao SENHOR agradou moê-lo” (Isaías 53:10), a Seu próprio Filho, e colocá-lo em indescritível angústia. Portanto agradou ao Filho submeter-se a tal sofrimento a fim que Deus fora glorificado e um povo fora redimido. Não é que Deus se tenha agradado ou encontrado prazer no sofrimento de Seu amado Filho, mas por sua morte, a vontade de Deus se cumpriu. Nenhum outro meio tinha poder de remover o pecado, satisfazer a justiça, e apaziguar a ira de Deus contrária a nós. A menos que esse grão de trigo houvesse caído e morto, haveria permanecido sozinho sem um povo ou uma esposa. O prazer não esteve no sofrimento, mas em tudo o que o sofrimento conseguiria: Deus seria revelado em uma glória ainda desconhecida aos homens e anjos, e ao povo seria trago uma relação sem obstáculo com Deus.

Em uma das histórias mais épicas do Antigo Testamento, é ordenado ao patriarca Abraão que levasse a seu filho Isaque ao monte Moriá e ali o oferecesse como sacrifício a Deus. “Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.” (Gênesis 22:2). Que carga que foi posta sobre Abraão! Não podemos nem imaginar a tristeza que encheu o coração do homem ancião e a tortura que cada passo da viagem trouxe. As Escrituras são cuidadosas em nos contar que ele foi ordenado a oferecer a seu “filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas.” A especificação parece planejada para chamar nossa atenção e nos fazer pensar que há um significado mais oculto nessas palavras das que podemos enxergar.

No terceiro dia os dois chegaram ao lugar indicado, e o pai mesmo atou a seu amado filho com suas próprias mãos. Finalmente, em submissão ao que deveria fazer, pôs sua mão sobre seu filho, “e tomou o cutelo para imolar o seu filho.” Nesse momento, a misericórdia e graça de Deus se interpuseram, e a mão do ancião foi detida. Deus o chamou desde o céu e disse: “Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho.” (Gênesis 22:12). À voz do Senhor, Abraão levantou os olhos e viu a um carneiro enroscado pelos chifres. Tomou o carneiro e o ofereceu em lugar de seu filho. E logo nomeou o lugar de YHWE-Jireh, ou “O SENHOR PROVERA.” É um dito fiel que permanece até o dia de hoje, “No monte do SENHOR se proverá.” (vers.14) Ao vir o encerramento da cortina desse momento épico na história, não somente Abraão, mas também todos os que leram esse acontecimento dão um suspiro de alívio que o jovem se salvou. Pensamos “que lindo fim”, mas não é o fim, era simplesmente um  entremeio.

Dois mil anos mais tarde, as cortinas voltam a se abrir. O fundo é escuro e sinistro. No centro do cenário está o Filho de Deus no Monte Caveira. Ele está atado pela obediência da vontade de seu Pai. Ele pende levando o pecado de Seu povo. Ele é maldito – traído por sua criação e desamparado de Deus. Então, o silêncio é rasgado com o horrível estrondo da ira de Deus. O pai toma o cutelo, levanta o braço, e sacrifica a seu “teu filho, único filho, a quem amas,” e as palavras do profeta Isaías são cumpridas:

“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados... Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão”. (Isaías 53:4,5,10)

A cortina se fecha com um Filho sacrificado e um Messias crucificado. Diferente de Isaque, não havia carneiro que morresse em Seu lugar. Ele era o cordeiro quem morreria pelos pecados do mundo. Ele é a provisão de Deus para a redenção de Seu povo. Ele é o cumprimento de quem o carneiro de Isaque era só uma sombra. Nele o monte do Calvário é renomeado YHWE-Jireh, ou “O SENHOR PROVERA . É um palavra fiel até o dia de hoje. “No monte do Senhor se proverá.” O Calvário era o monte e a salvação foi providenciada. Assim, o crente discernente clama “Deus, Deus, sei que me ama já que não recusou-me a seu filho, seu único filho.”

É uma injustiça ao Calvário que a verdadeira dor da cruz frequentemente é passada por alto por um tema romântico e menos poderoso. Frequente é pregado que o Pai olhou desde o céu e testemunhou o sofrimento que era acumulado sobre Seu Filho por mãos humanas, e que Ele contou tal aflição como pagamento pelos nossos pecados. Isso é heresia da pior classe. Cristo satisfez a justiça divina não somente suportando a aflição dos homens, mas suportando  e morrendo sob a ira de Deus. Isso toma mais que cruzes, coroas, cravos e lanças, para pagar pelo pecado. O crente é salvo não só porque pelo que fizeram os homens a Cristo na cruz, mas pelo que Deus fez a Ele – Ele o moeu sob toda a força de Sua ira contra nós. Raramente essa verdade se faz suficientemente clara em nossa pregação do evangelho!



FONTE:
Traduzido do espanhol La Cruz de Cristo, tradução de Diego Kim , Bogotá, Colombia com permissão de Heartcry da Iglesia Bautista del Salvador de Barranco http://www.iglesiadelsalvador.com/
PROIBIDA a comercialização e adulteração do conteúdo desse e-book
Sermão nº 1— http://www.heartcry.es/


Tradução: Armando Marcos Pinto

Pregando Cristo Crucificado

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O túmulo de Jesus está vazio!



Por Justin Holcomb
De todas as doutrinas do Cristianismo, nenhuma é mais central que a ressurreição corporal dos mortos de Jesus Cristo. De maneira clara, se Jesus afirmou ser salvador, mas permaneceu morto em um túmulo após uma crucificação brutal, suas declarações eram, e são, vazias. Entretanto, se Jesus de fatoressurgiu dos mortos, então suas declarações sobre deidade, a penalidade de nossos pecados que ele levou em nosso lugar na cruz, e suas afirmações sobre a eternidade são comprovadas.

Sem ressurreição, sem futuro

Sem a ressurreição, os cristãos não têm salvador e são deixados sem esperança de uma ressurreição futura, uma vez que o próprio Cristo não ressuscitou. Paulo escreve em 1 Coríntios 15.14,17: “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé… E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados”. Com essa base apenas, é correto dizer que Paulo via a ressurreição como o eixo central da fé cristã.
Através da história da igreja, a verdade da ressurreição tem sido atacada de todos os ângulos. Novos livros e programas de televisão parecem questionar a verdade da ressurreição, ao reciclar velhas teorias sobre o que aconteceu ao corpo de Jesus. Uma vez que a ressurreição é crucial ao Cristianismo, os cristãos devem estar preocupados em dar uma defesa apologética dela.

Relatos historicamente confiáveis

O primeiro passo para defender a ressurreição dos detratores é estabelecer o fato de que os eventos históricos aconteceram como transmitidos pelos Evangelhos. Como William Lane Craig notou em seu livro Reasonable Faith, “a questão é se as narrativas evangélicas são relatos historicamente confiáveis ou lendas “.
A ressurreição pode ser defendida demonstrando que os relatos evangélicos são:
  1. Autênticos – eles foram escritos pelos autores que afirmam terem escrito
  2. Puros – eles não foram alterados de sua forma original
  3. Verdadeiros – os apóstolos não estavam enganados nem eram enganadores
Mesmo Bart Ehrman, o notório crítico do Novo Testamento, diz que “podemos dizer com certa confiança que alguns dos discípulos afirmaram ter visto Jesus vivo”.

Não apenas um túmulo vazio

Em seu impressionante livro The Resurrection of the Son of God, NT Wright estabelece o fato de que os eventos históricos aconteceram como transmitidos nos Evangelhos. Ele traça um mapa de antigas crenças sobre a vida após a morte tanto no mundo Greco-romano, quanto no mundo judaico. Então, ele enfatiza o fato de que a crença dos cristãos primitivos sobre a vida após a morte pertencia firmemente a um contexto judaico, embora introduzisse algumas mutações novas e definições mais definidas. Isso, junto com outras características do cristianismo primitivo, força o historiador a ler as narrativas de Páscoa nos Evangelhos não simplesmente como racionalizações tardias da espiritualidade cristão primitiva, mas como relatos de dois eventos verdadeiros: o túmulo vazio de Jesus e suas aparições.
Os relatos dos Evangelhos são historicamente confiáveis, não meras lendas mitológicas embelezadas pelo tempo.
Uma defesa da ressurreição deve dar evidências para a validade histórica dos eventos descritos no Novo Testamento, e deve mostrar como a ressurreição de Jesus provê a melhor explicação para esses dados históricos. Nesse texto, focaremos o túmulo vazio de Jesus Cristo.

túmulo vazio

Uma das partes mais fáceis sobre os dados da ressurreição é estabelecer o fato de que o túmulo está vazio. Porque a localização da sepultura de Jesus era conhecida por aqueles que viviam em Jerusalém, teria sido difícil que as pessoas acreditassem na pregação apostólica da ressurreição de Cristo se não houvesse um túmulo vazio. O enterro de Jesus é largamente atestado em testemunhos primitivos e independentes, tanto bíblicos quanto extrabíblicos.
Além disso, como é frequentemente notado, as mulheres não eram consideradas testemunhas confiáveis na cultura judaica do primeiro século, portanto seria tolice que os autores tivessem construído ficcionalmente um relato envolvendo mulheres a fim de ganhar credibilidade.
Mateus 28.11-15 fala de um mito que se espalhou entre os judeus, a respeito do corpo de Cristo. Aparentemente, os judeus estavam dizendo que os discípulos roubaram o corpo de Cristo. Isso é significante, porque os judeus não negaram que o túmulo estava vazio, mas, pelo contrário, procuraram uma explicação alternativa para a ressurreição. O túmulo vazio é um fato histórico largamente comprovado.
Só o túmulo de Cristo estar vazio não significa necessariamente que a ressurreição aconteceu. De fato, existem quatro hipóteses alternativas para a ressurreição que têm se desenvolvido pelos anos.

Teoria da conspiração

Primeiro, alguns oferecem a hipóteses da conspiração, que diz que os discípulos roubaram o corpo de Cristo e continuaram a mentir sobre sua aparição a eles. Nesse relato, a ressurreição foi uma farsa.
Essa hipótese não é apoiada normalmente entre os acadêmicos modernos por muitas razões:
  1. A hipótese não leva em consideração que os discípulos acreditavam na ressurreição. É altamente improvável que numerosos discípulos estariam desejosos de dar suas vidas defendendo uma invenção.
  2. É improvável que a ideia da ressurreição tivesse passado pelas mentes dos discípulos. O estudioso William Lane Craig escreve: “Se seu Messias favorito tivesse sido crucificado, então ou você iria para casa ou você conseguiria outro Messias. Mas a ideia de roubar o corpo de Jesus e dizer que Deus o ressuscitou dos mortos é dificilmente algo que teria passado pela mente dos discípulos”.
  3. Essa hipótese não consegue explicar as aparições pós-ressurreição de Cristo.

Morte aparente

A segunda hipótese que tenta explicar a ressurreição é a hipótese da morte aparente. Esse ponto de vista diz que Jesus não estava completamente morto quando foi retirado da cruz. No túmulo, Jesus foi reanimado e escapou, convencendo, assim, os discípulos de sua ressurreição.
Esse posto de vista é difícil de sustentar por algumas razões:
  1. É improvável que um homem semimorto tivesse sido capaz de se levantar para caminhar, quanto mais mover a pedra que selava o túmulo, sobrepujar os guardas romanos e fugir.
  2. Essa teoria não consegue explicar a alegação dos discípulos quanto à ressurreição de Cristo, pois se eles o tivessem visto depois que ele foi reanimado, teriam simplesmente pensado que ele nunca morreu.
  3. É tolice pensar que os romanos, que aperfeiçoaram a arte de matar, teriam deixado alguém escapar por não assegurarem que ele estivesse morto.
  4. Finalmente, dada a tortura física descrita nos relatos evangélicos, é altamente improvável que Jesus pudesse ter sobrevivido.

Túmulo errado

Terceiro, a hipótese do túmulo errado sugere que as mulheres perderam-se em seu caminho e acidentalmente tropeçaram sobre o protetor de um túmulo vazio. Quando ele diz “Jesus não está aqui”, as mulheres estavam tão desorientadas que elas correram e, mais tarde, o relato delas foi desenvolvido em um mito da ressurreição.
Como as outras teorias, virtualmente quase ninguém sustenta essa posição. Existem pelo menos três razões:
  1. Primeiro, essa teoria não explica as aparições pós-ressurreição e é ilegítimo pensar que um erro simples teria levado um judeu do primeiro século a pensar que uma ressurreição tenha acontecido.
  2. À luz da evidência primitiva disponível a respeito da localização do túmulo de Jesus, é quase impossível que as melhores pudessem ter confundido sua localização.
  3. Essa hipótese enfatiza que o protetor do túmulo disse que Cristo não estava ali, mas ignora a frase seguinte: “Ele ressuscitou!”.

Corpo removido

Quarto, alguns propõem a hipótese do corpo removido para explicar a ressurreição de Jesus. Essa teoria diz que José de Arimateia pôs Jesus em seu próprio túmulo, porém, mais tarde, o moveu para o cemitério dos criminosos. Os discípulos não estavam cientes de que o corpo de Jesus foi movido e, portanto, inferiram erroneamente que ele tinha ressuscitado dos mortos.
Devido à natureza espúria dessa teoria, virtualmente nenhum acadêmico moderno a sustenta:
  1. Essa teoria não pode explicar as aparições pós-ressurreição de Cristo ou a origem da fé cristã.
  2. É duvidoso que José não tenha corrigido o erro dos discípulos ao simplesmente mostrar onde ele pôs o corpo de Jesus.
  3. O cemitério dos criminosos, muito provavelmente, era bem próximo ao local da crucificação, portanto faria pouco sentido que José não tivesse simplesmente enterrado Jesus ali, em primeiro lugar. De fato, era contra a lei judaica permitir que um corpo fosse movido depois que já tivesse sido enterrado.

ressurreição realmente aconteceu

À luz dessas hipóteses falhas que tentam contestar a ressurreição, quem deseja negar a ressurreição de Cristo é deixado com o mistério inexplicável do túmulo vazio após três dias da morte de Cristo.
Fonte: iPródigo