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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Dez acusações contra a igreja moderna - Paul Washer


Pregado quarta-feira, 22 de Outubro de 2008, na Conferência sobre Avivamento, em Atlanta, Geórgia. Paul Washer dá um apelo urgente para os cristãos e as igrejas na América do Norte, onde muitos têm crido em um falso evangelho e em uma falsa garantia de sua salvação. Ele enumera 10 acusações contra o moderno sistema de igreja na América. Esta é uma mensagem histórica urgente, informe outras pessoas e espalhe a mensagem. Precisamos de uma reforma e um avivamento nos padrões bíblicos!
Greg Gordon (Organizador da Conferência sobre Avivamento)

Oração

Introdução

Primeira acusação: Uma negação prática da suficiência das Escrituras

Segunda acusação: Um desconhecimento de Deus

Terceira acusação: Uma falha ao falar da depravação do homem

Quarta acusação: Uma ignorância do Evangelho de Jesus Cristo

Quinta acusação: Um desconhecimento da doutrina da regeneração

Sexta acusação: Um apelo não-bíblico


Sétima acusação: Uma ignorância sobre a natureza da Igreja


Oitava acusação: Uma falta de disciplina eclesiástica amorosa e de compassiva

Nona acusação: Um silêncio sobre santificação

Décima acusação: Uma substituição do que as Escrituras dizem a respeito à família pelo que a Psicologia e a Sociologia dizem



http://voltemosaoevangelho.blogspot.com/2008/11/dez-acusaes-contra-igreja-moderna.html

Pregação original:
Baixe a pregação (em inglês) aqui.
Veja a pregação (em inglês) aqui

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Mais que vencedores!

Wolô (*)


É costume humano bem antigo, classificar as pessoas em vencedores e perdedores. Os critérios são bem conhecidos. Jesus Cristo certamente seria considerado um grande perdedor segundo eles.

O que grande parte da humanidade desconhece é que existe uma outra categoria de pessoas. São os Mais que Vencedores.


O apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos, capítulo 8, versículo 37 diz:

Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou.


Quais seriam estas coisas?

Nos versículos anteriores Paulo apresenta uma lista delas. Surpreendentemente, aos critérios dos olhares mortais, são perdas.

1. As perdas que Paulo sofreu:


Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Romanos 8:33-36


• Acusação
• Condenação
• Tribulação
• Angústia
• Perseguição
• Fome
• Nudez
• Perigo
• Espada
• Ser entregue à morte todo o dia
• Ser considerado como ovelha para o matadouro

Só perdas, mas com uma diferença essencial em relação às perdas comuns: são todas por aquele que nos amou (Jesus).

Assim, aqueles que como Paulo e tantos fiéis seguidores, foram considerados dignos de sofrer perdas a favor de Jesus, são chamados na Palavra de Deus de Mais que Vencedores.

2. Outras perdas mencionadas por Jesus

Mas, e Jesus Cristo, o maior dos perdedores, segundo os critérios deste mundo, uma vez que nada conseguiu para si mesmo – nem bens, nem poder, nem glória – havendo morrido de forma ignóbil e em completa solidão; e Jesus, o que teria a dizer acerca dos Mais que vencedores?

Jesus comparou duas situações distintas atribuindo a cada uma delas diferentes galardões: o galardão dos olhos mortais e o galardão do olhar do Pai.

Ele, ao ensinar no chamado Sermão do Monte, as profundezas da vontade do Pai para os seus filhos, discorreu sobre três perdas de galardão humano, recompensadas publicamente pelo Pai.

Ajudar a algum necessitado e ninguém ficar sabendo


Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente. Mateus 6:2-4


Orar e ninguém ficar sabendo

E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. Mateus 6:5-6


Jejuar e ninguém ficar sabendo


E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. Mateus 6:16-18


Acredito que, seja ao acudir alguém mais necessitado, seja ao orar por alguém ou alguma causa santa,ou até ao jejuar em algum bom combate, não é o reconhecimento humano que o fiel procura. Ao socorrer alguém, com o que o Pai lhe deu para bem cuidar, é a misericórdia que prevalece. Ao orar, praticamente em todos os casos, é amor o cerne do movimento. Ao jejuar, é um espírito contrito, em luta nas regiões celestiais, intercedendo em situações de alto risco ou desespero.

Pois Jesus repete três vezes: E o Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.


Que recompensa pública seria essa?

Pessoalmente, não acredito que sejam recompensas associadas aos vencedores segundo critérios terrenos. Não acredito que sejam bens, poderes terrenos ou similares.

Esse não é o bem mais precioso derivado dos momentos de compartilhar, orar e jejuar. Bens desse tipo não combinam com a resposta que Paulo recebeu após pedir, por três vezes, que o espinho de sua carne fosse tirado.

- A minha graça te basta; foi a resposta do Pai para ele.

Graça, penso eu, é a recompensa dada a todo aquele que aceita perder algo por aquele que o amou.


Tente se lembrar de algum momento em sua vida no qual você sofreu alguma perda em nome de Jesus. Pode ser na modalidade de provações a que Paulo se referiu, ou de perdas de glória humana, conforme o ensino de Jesus.

Tenho certeza que hoje, você pode fechar os olhos, e ao perceber a beleza do que houve, uma onda de graça celestial abençoa a sua alma.

Outros nomes são atribuídos a essa preciosa sensação.

Pedro a nomeia como o Espírito da glória e de Deus:


Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis. Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus; quanto a eles, é ele, sim, blasfemado, mas quanto a vós, é glorificado.
I Pedro 4:13-14


Paulo a designa como peso eterno de glória.

Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas. II Coríntios 4:16-18


O que é patente nas manifestações dos que sofreram, e sofrem, este tipo de perdas?


São todas por aquele que nos amou.


E os dois significados dessa expressão parecem válidos.

Essas perdas só se tornaram possíveis, por meio daquele que nos amou cujo amor nos constrangeu a agir segundo a sua Palavra; e essas perdas, sem a menor intenção de vaidade ou vanglória própria, foram a favor daquele que nos amou e de seu reino.

Por isso irmãos, sejamos realistas, não ufanistas.

A graça, o Espírito, a glória que repousa sobre o coração dos que foram considerados dignos de sofrer perdas por Jesus e seu evangelho, é o que os torna Mais que Vencedores.

Que o Senhor nos considere dignos desse privilégio.

Em nome de Jesus, Amém.


(*) Wolodymir Boruszewski (Wolô), Engenheiro Aeronáutico, DSc em Estruturas e Mecânica dos Sólidos, presbítero da Comunidade de Jesus, São Paulo, Pesquisador da Vale Soluções em Energia na área de Turbo-geradores. Compositor de música cristã, com 4 trabalhos gravados (conheça aqui).

domingo, 19 de dezembro de 2010

NATAL!

E, “assim que celebrarmos a festa, não com o velho fermento, nem com o fermento da malícia e da maldade, mas com o pão sem fermento, de sinceridade e verdade”. Não festejem como se quisessem festejar a Baco! Não vivam, amanhã, como se adorassem a uma entidade pagã. Celebrem, Cristãos, celebrem! Vocês têm esse direito. Vão às casas e festejem esse dia. Celebrem o nascimento de seu Salvador. Não tenho vergonha de estarem contentes, pois têm o direito de ficarem felizes!

Salomão disse: “Siga o teu caminho, coma o pão com alegria e beba seu vinho com alegre coração; porque tuas obras já são agradáveis a Deus. Em todo tempo sejam suas vestes brancas, e nunca falte unguento sobre sua cabeça”.

“A religião nunca foi
desenhada
Para diminuir nossos
prazeres”


Lembrem-se que nosso Senhor comeu manteiga e mel. Voltem às suas casas, regozijem-se no Natal, mas em suas festas pensem no Homem de Belém – permitam-no ter um lugar seus corações, dêem glórias a Ele, pensem na virgem que O concebeu – mas pensem, acima de tudo, no Homem que nasceu, no Filho dado! Termino dizendo, de novo:

“UM FELIZ NATAL PARA TODOS VOCÊS!”


C.H.Spurgeon, sermão nº2392, de 24 de dezembro de 1854

http://www.projetospurgeon.com.br/2010/12/o-nascimento-alimento-e-nome-de-jesus.html#more


"O Espírito e a noiva dizem:Vem! Aquele que ouve, diga:Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida." Apocalipse 22.17




sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Cante as Escrituras: Manifesto

Olhe para a música gospel brasileira e responda: O que você vê? Não sei qual será a tua resposta, mas gostaríamos de expor a nossa. As músicas atuais são vazias de teologia. Hoje, o que mais vemos são músicas carregadas de humanismo, auto-ajuda, triunfalismo, emocionalismo vazio e tantas outras mazelas. Diante de tal contexto, queremos afirmar três máximas que norteiam o nosso atual protesto pela reforma na música cristã brasileira.

1. Afirmamos que a música cristã deve ser centrada nas Escrituras;
“A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração” Colossenses 3:16.


O texto diz que devemos ensinar uns aos outros através de salmos, hinos e cânticos. Logo, vemos que a música, além de louvar a Deus, serve para edificar aqueles que ouvem a letra. E quando isso acontece? Quando a palavra de Cristo habita em nós de um modo abundante. Se uma teologia bíblica for abundante em nosso meio, a música será um instrumento de edificação; se não, será uma difusora de heresias. Querem saber por que a música, hoje, é tão pouco bíblica? É exatamente porque a Palavra de Deus não é abundante na mente dos cristãos. 



Quer saber por que os momentos de louvor são tão mortos ou cheios de falso fogo? Por que não cantamos as Escrituras: “Meus lábios transbordarão de louvor, pois me ensinas os teus decretos” Salmos 119:171. Se ensinarmos os decretos do Senhor através das canções, os lábios dos cristãos transbordarão de louvor genuíno: “... eu te louvo por causa das tuas justas ordenanças” Salmos 119:164.

Precisamos perceber que os cânticos, salmos e hinos possuem um papel didático, como ocorria com os Salmos no povo de Israel. Comentaristas explicam que eles cantavam constantemente a Palavra sobre Deus, pois temiam que lhes sobreviesse o que Deus disse: “Se vocês se esquecerem de mim, os ferirei” cf. Deuteronômio 6:12-16. É por isso, talvez, que Paulo nos alerta que nos mantenhamos cheios do Espírito falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração” Efésios 5:19. Logo, esse é nosso apelo aos músicos da Igreja de Deus: Cantem a Bíblia! Que vocês possam dizer como o Salmista: “Os teus preceitos são o tema da minha canção...” Salmos 119:54 e “A minha línguas cantará a tua palavra...” Salmos 119:172).

2. Afirmamos que a música cristã deve ser baseada nos Atributos de Deus;

Medite nas palavras de I Crônicas 16:29, onde diz: “[...] Adorai ao SENHOR na beleza da sua santidade.” Perceba que esse texto nos manda adorar a Deus por conta de um dos Seus atributos: A Santidade. Veja, não é uma adoração vaga. Não é uma adoração vazia. Não é uma adoração baseada unicamente em emoções. É uma adoração baseada no que eu conheço de Deus. É exatamente isso que deve acontecer. Deus deve ser adorado não por conta de uma voz que nos leva a cantar ou por notas dissonantes que nos comovem, mas por causa dos atributos do nosso Criador e da Sua magnífica obra.

Se estudarmos a palavra “louvor”, nos surpreenderemos ao perceber que ela é um sinônimo da palavra “elogio”. Você não elogia ou louva uma pessoa porque está sentindo algum tipo de êxtase místico, mas por causa dos elogiáveis atributos dela. Percebemos isso se meditarmos no livro de Salmos. Veja quão ricos são tais louvores. Se você analisar com atenção, os atributos de Deus são vívidos naqueles hinos. Além disto, as ordenanças para adorar ao Senhor neste livro se baseiam constantemente em suas obras e atributos.

“Louvai ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre.” (136:1); “Adorai o SENHOR na beleza da santidade.” (29:2) “Louvai ao SENHOR, porque o SENHOR é bom...” (135:3); “Louvarei o teu nome pela tua benignidade, e pela tua verdade; pois engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome. [...] Todos os reis da terra te louvarão [...] E cantarão os caminhos do SENHOR; pois grande é a glória do SENHOR.” (138:2,4,5); “Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.” (139:14).

3. Logo, Afirmamos que a música cristã deve expor Cristo.

Se as Escrituras testificam de Cristo (João 5:39) e se Cristo é a revelação do Pai (João 1:18); a conclusão lógica disto é que a música cristã, ao seguir as duas primeiras condições, naturalmente irá expor Jesus Cristo. Assim, como Cristo deve ser o centro de todas as ações da Igreja (cf. I Coríntios 10:31; Colossenses 3:17; Romanos 14:23b), para que Jesus seja normalmente exposto nas músicas que o povo de Deus canta, as duas primeiras condições precisam ser seguidas. Se a música não for centrada nas Escrituras nem baseada em quem Deus é, ela não irá expor Cristo de um modo suficiente, sendo, assim, um pecado contra Deus.

Nós, do grupo Cante as Escrituras, unanimemente professamos, pregamos e buscamos viver essas verdades. Essa é a mensagem que passamos com nossas manifestações e é o que oramos que a Igreja brasileira viva, para a glória de Deus e a alegria de Seu povo.


No amor de Cristo,

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Púlpito Cristão: Fábrica de Monstros


Por Avelar Jr.

 
Semanas atrás, o SBT exibiu uma matéria que tratou de uma menina conhecida por “missionarinha”, que, supostamente, curava pessoas num templo comandado por seu pai, que dizia-se “pastor”. Na reportagem, via-se claramente uma criança utilizada e moldada segundo o modelo imposto e emulado por pessoas religiosas e ávidas por sinais e maravilhas (e dinheiro também?) de que Deus a usaria para realizar prodígios de cura. A criança, em entrevista, dizia perante as câmeras que era “feliz”, que “gostava” do que fazia e que era “uma criança normal”, com um discurso quase que mecânico programado.

O pior de tudo o que foi exibido é que, depois de os declarados instantaneamente “curados” irem à frente – para o êxtase geral dos fiéis que lotavam o templo e, na certa, o gazofilácio daquele ministério também – pudemos observar tristes resultados: uma grande piora no quadro clínico de uma senhora que tinha esporões nos pés, sofria grandes dores e não podia andar direito; e o falecimento de um rapaz por complicações de um câncer que atingia os órgãos internos, que lhe causava dores abdominais e que o havia motivado a buscar sarar-se.

Coisas assim têm um impacto arrasador na fé das pessoas e no testemunho cristão. Assim, entrevistado por Roberto Cabrini, âncora do programa, que buscava explicações para essas sessões de curas que não davam certo, o pastor culpou a fé das pessoas, buscando afastar de si parte da responsabilidade pelas melhoras que não ocorreram. Foi de uma infelicidade funesta. Entretanto, isso não se trata de um evento isolado, mas de algo que já virou "feijão com arroz" no meio dito “evangélico”.

Mas o que tem causado essa busca desenfreada por milagres? De um lado há pessoas carentes que não têm mais a quem recorrer por não terem atendidas as suas orações e buscam qualquer coisa em que se apegar; de outro, pessoas que sabem utilizar essa situação em benefício próprio, incentivando a convicção de que todos obterão tudo o que querem, ignorando e deixando os outros ignorarem os desígnios soberanos de Deus para cada pessoa. Ainda existem aqueles que querem milagres como condição para crer e aqueles cuja fé só se sustenta por aquilo que vê. Temos um sistema de impiedade quase perfeito.

(Alguém aí se lembra dos fariseus que exigiam milagres de Jesus e foram repreendidos por ele? E dos adoradores das bestas prodigiosas do Apocalipse? E dos alertas quanto aos falsos profetas e falsos cristos que fariam sinais para enganar as pessoas? É importante lembrar que "cristos" significa "ungidos". Logo, prezada galera do "não-toqueis-nos-meus-ungidos", nem todo "ungido de Deus" é, de fato, um ungido de Deus, ok? Existe charlatanismo também e sintam-se devidamente alertados por Jesus!)

Há meio que um círculo vicioso em tudo isso, visto que a “fé” (não me refiro aqui à fé bíblica, mas à crença de que tudo vai ser como queremos se tivermos força de vontade: uma filosofia parecida com aquela do livro “O Segredo” que já se instalou há muito tempo no seio de algumas comunidades da igreja) se torna uma droga moral que causa dependência:

“Eu vou à igreja porque Deus vai fazer milagres”, não para escutar a palavra de Deus, servir ou ter comunhão com os irmãos; “eu vou contribuir porque eu quero restituição, quero muito mais do que eu dou”, não porque eu me sinta grato pelo que Deus me deu, pelo que tem feito em minha vida; “eu participo da obra de Deus porque vejo o poder de Deus agindo maravilhosamente”, não porque tenho obrigação de obedecer e servir, ou porque serviço deva ser algo que se brote naturalmente de um coração transformado por Deus; “eu contribuo, participo de campanhas e frequento os cultos porque, se não o fizer, eu posso ser castigado, empobrecido, amaldiçoado ou ver minha situação piorada, também porque eu posso ser mal visto pelos outros crentes e repreendido ou censurado pelo pastor”; “eu espero milagres do jeito que eu quero e quando eu quero justamente porque contribuí e cri, porque já paguei a Deus adiantado” (leia-se: “dei dinheiro à igreja ou aos líderes humanos dela” – vulgo: “semeei”, “plantei uma semente”); “eu não aceito um 'não' como resposta porque agora eu sou ‘filho do Rei’ e ‘decreto’, tenho ‘direitos a exigir’”, não porque o Rei é soberano e eu não, não porque o Rei é Senhor e eu servo...

E assim vamos rolando na esteira de uma linha de produção ideológica de “monstros”, que se autoalimenta de sua própria ambição e orgulho. Monstros criados e mantidos assim não podem ser comparados à igreja de Cristo porque não expressam o caráter e o espírito de Cristo ou de seus discípulos. Os discípulos de Cristo sempre estiveram junto dele por quem ele era, e não apenas pelo que ele fazia. O que ele fazia apenas testificava de quem ele era: o Salvador prometido por Deus, não um milagreiro errante ou um mágico de rua, digo, "de templos". Todavia não é essa a mentalidade que parece prevalecer no meio evangélico. E isto me assusta horrores!

Hoje temos um clube de viciados em sinais, de caçadores de recompensas, vampiros espirituais, mercenários que não se preocupam em arriscar a própria alma... O que me traz à lembrança que...

Tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” 1 João 2.16,17.

E que os crentes em Deus (e ilustre-se Deus aqui como: “um grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as penhas” + ”um terremoto” + “um fogo” 1Reis 19) não estão preparados realmente para crer em Deus (e ilustre-se Deus aqui como: “uma voz mansa e delicada” que diz “Que fazes aqui?”; Ou mesmo como “...O meu escolhido [de Deus]... [Que] promulgará o direito para os gentios. [Que] não clamará, nem gritará, nem fará ouvir a sua voz na praça. [Que] não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega; [Que,] em verdade, promulgará o direito. [Que] não desanimará, nem se quebrará até que ponha na terra o direito; e as terras do mar aguardarão a sua doutrina.” trechos de 1Reis 19 e de Isaías 42).

O que temos é mais uma multidão que quer encher a barriga de pão e peixe enquanto deixa os aflitos e feridos de lado e que não poderá resistir ao ouvir o Senhor dos senhores dizer-lhes: “Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes... O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida. Mas há alguns de vós que não crêem... Quereis vós também retirar-vos?” João 6.

 
Dificilmente encontraremos os bem-aventurados que após ouvirem algo assim dirão:
“Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente.” João 6.

Será que vamos ter que sair mesmo peregrinando por aí com uma lanterna procurando aqueles que, mesmo no sofrimento e nas maiores dificuldades da vida, sorrirão de felicidade e de gratidão ao Mestre, que, tomando-lhes pelas mãos, sussurra... “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”? 2Coríntios 12.9.

Se depender do que estamos vendo na prática, porque a lei da oferta e da procura está incentivando a produção de monstros e da "fé monstruosa" a pleno vapor, algum cristão aí me empresta algumas pilhas, por favor?

***
Avelar Jr é professor de EBD (sim, elas ainda existem em algumas igrejas, e funcionam!) e colunista do Púlpito Cristão

O Evangelho de Jesus Cristo

Dica: Para ver em tamanho maior, aperte Fullscreen abaixo[FOLHETO] O Evangelho de Jesus Cristo

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Escola de Obreiros

No canal do vimeo http://vimeo.com/user2725506 tem essas e outras pregações completas para  baixar em MP4, gratuitamente. 
"Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai." Mateus 10.8


Introdução - Paulo Junior

Escola de Obreiros - Introdução - Paulo Junior from Defesa do Evangelho on Vimeo.


Aula 1 | As Escrituras - Paulo Junior

Escola de Obreiros - Aula 1 | As Escrituras - Paulo Junior from Defesa do Evangelho on Vimeo.


Aula 2 | Oração Bíblica (Parte I) - Paulo Junior

Escola de Obreiros (Parte I) - Aula 2 | Oração Bíblica - Paulo Junior from Defesa do Evangelho on Vimeo.


Aula 2 | Oração Bíblica (Parte II) - Paulo Junior

Escola de Obreiros (Parte II) - Aula 2 | Oração Bíblica - Paulo Junior from Defesa do Evangelho on Vimeo.


Aula 3 | Caráter (Parte I) - Paulo Junior

Escola de Obreiros - Aula 3 | Caráter (Parte I) - Paulo Junior from Defesa do Evangelho on Vimeo.


Aula 4 | Caráter (Parte II) - Paulo Junior

Escola de Obreiros - Aula 4 | Caráter (Parte II) - Paulo Junior from Defesa do Evangelho on Vimeo.


Aula 5 | Ser Consumido Pela Causa - Paulo Junior

Escola de Obreiros - Aula 5 | Ser Consumido Pela Causa - Paulo Junior from Defesa do Evangelho on Vimeo.


Aula 6 | Preço do Ministério (Parte I) - Paulo Junior
Escola de Obreiros - Aula 6 | Preço do Ministério (Parte I) - Paulo Junior from Defesa do Evangelho on Vimeo.


Aula 7 | Preço do Ministério (Parte II) - Paulo Junior

Escola de Obreiros - Aula 7 | Preço do Ministério (Parte II) - Paulo Junior from Defesa do Evangelho on Vimeo.


Aula 8 | Demonstração de Poder (Parte I) - Paulo Junior

Escola de Obreiros - Aula 8 | Demonstração de Poder (Parte I) - Paulo Junior from Defesa do Evangelho on Vimeo.


Aula 9 | Demonstração de Poder (Parte II) - Paulo Junior

Escola de Obreiros - Aula 9 | Demonstração de Poder (Parte II) - Paulo Junior from Defesa do Evangelho on Vimeo.

5 Solas E-book completo

Dica: Para ver em tamanho maior, aperte em Fullscreen abaixo
[E-Book] 5 Solas

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Volte para casa!

"E o Espírito e a noiva dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida." Apocalipse 22.17




Por Paul Washer. © HeartCry Missionary Society Inc. Website: heartcrymissionary.com
Original: Come to Christ, He is Mighty to Save. Website: illbehonest.com
Tradução e Legenda: VoltemosAoEvangelho.com
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

domingo, 14 de novembro de 2010

Pela minha vontade e minha força sou trasformado?


Devemos permitir que Deus aja em nossas vidas contra tudo aquilo que nos afasta de sua santa presença, através do Espírito Santo nos ministrando, pois jamais conseguiremos ir muito longe somente pela nossa vontade, que é muito importante sim, mas ela só serve para darmos liberdade ao Espírito Santo agir! 
Por exemplo: Se sinto ÓDIO de alguém, sei que não é um sentimento "cristão", logo sinto vontade de mudar... mas simplesmente a minha vontade e a minha força não podem transformar esse sentimento terrível em AMOR. Vamos observar o que JESUS diz: 
"Mestre, qual é o grande mandamento na lei?
Respondeu-lhe Jesus:
Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.
Este é o primeiro e grande mandamento.
O segundo, semelhante a este, é:
Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Destes dois mandamentos dependem a Lei e os Profetas." Mateus 22.36-40
Com isso posso entender que o amor não é opcional, é um ato da vontade. O amor Cristão baseia-se na escolha deliberada de quem ama, e não no merecimento de quem é amado.
Mas, o que é amor?? Vejamos em 1 Coríntios 13.1-13... abaixo um breve resumo para quem não está com a bíblia na mão ou não pode ler agora... (mas fica de lição de casa, hein? haha)
"O amor é paciente; é benigno; não arde em ciúmes; não se ufana; não se ensoberbece e; não se conduz inconvenientemente; não procura os seus interesses; não se exaspera; não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça; regozija-se com a verdade; tudo sofre; tudo crê; tudo espera; tudo suporta." 1Cor 13.4-7  
O amor é um fruto do Espírito Santo em nós:
"Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei." Gálatas 5.22
Logo, podemos perceber que somente através do Espírito Santo agindo em nossas vidas, poderemos sentir e expressar o verdadeiro amor, o amor ágape, o que vem de Deus... sem esperar nenhuma recompensa.
Este foi apenas um exemplo dos muitos que vivemos no dia-a-dia. Não é fácil, mas se desejarmos e nos posicionarmos, o Espírito Santo trabalha em todas as áreas da nossa vida, nos convencendo do pecado, da justiça e do juízo; e nos muda, forjando nosso caráter para que Cristo se revele em nós e através de nós, para honra e glória de seu nome que está acima de todos o nomes... Jesus! Amém!!!




Recomendo a leitura para quem está envolvida em namoro, noivado e até para quem ainda não está, para ir se preparando: 
http://voltemosaoevangelho.blogspot.com/2010/11/yago-martins-carta-um-jovem-com.html