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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Dez acusações contra a igreja moderna - Paul Washer


Pregado quarta-feira, 22 de Outubro de 2008, na Conferência sobre Avivamento, em Atlanta, Geórgia. Paul Washer dá um apelo urgente para os cristãos e as igrejas na América do Norte, onde muitos têm crido em um falso evangelho e em uma falsa garantia de sua salvação. Ele enumera 10 acusações contra o moderno sistema de igreja na América. Esta é uma mensagem histórica urgente, informe outras pessoas e espalhe a mensagem. Precisamos de uma reforma e um avivamento nos padrões bíblicos!
Greg Gordon (Organizador da Conferência sobre Avivamento)

Oração

Introdução

Primeira acusação: Uma negação prática da suficiência das Escrituras

Segunda acusação: Um desconhecimento de Deus

Terceira acusação: Uma falha ao falar da depravação do homem

Quarta acusação: Uma ignorância do Evangelho de Jesus Cristo

Quinta acusação: Um desconhecimento da doutrina da regeneração

Sexta acusação: Um apelo não-bíblico


Sétima acusação: Uma ignorância sobre a natureza da Igreja


Oitava acusação: Uma falta de disciplina eclesiástica amorosa e de compassiva

Nona acusação: Um silêncio sobre santificação

Décima acusação: Uma substituição do que as Escrituras dizem a respeito à família pelo que a Psicologia e a Sociologia dizem



http://voltemosaoevangelho.blogspot.com/2008/11/dez-acusaes-contra-igreja-moderna.html

Pregação original:
Baixe a pregação (em inglês) aqui.
Veja a pregação (em inglês) aqui

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Mais que vencedores!

Wolô (*)


É costume humano bem antigo, classificar as pessoas em vencedores e perdedores. Os critérios são bem conhecidos. Jesus Cristo certamente seria considerado um grande perdedor segundo eles.

O que grande parte da humanidade desconhece é que existe uma outra categoria de pessoas. São os Mais que Vencedores.


O apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos, capítulo 8, versículo 37 diz:

Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou.


Quais seriam estas coisas?

Nos versículos anteriores Paulo apresenta uma lista delas. Surpreendentemente, aos critérios dos olhares mortais, são perdas.

1. As perdas que Paulo sofreu:


Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Romanos 8:33-36


• Acusação
• Condenação
• Tribulação
• Angústia
• Perseguição
• Fome
• Nudez
• Perigo
• Espada
• Ser entregue à morte todo o dia
• Ser considerado como ovelha para o matadouro

Só perdas, mas com uma diferença essencial em relação às perdas comuns: são todas por aquele que nos amou (Jesus).

Assim, aqueles que como Paulo e tantos fiéis seguidores, foram considerados dignos de sofrer perdas a favor de Jesus, são chamados na Palavra de Deus de Mais que Vencedores.

2. Outras perdas mencionadas por Jesus

Mas, e Jesus Cristo, o maior dos perdedores, segundo os critérios deste mundo, uma vez que nada conseguiu para si mesmo – nem bens, nem poder, nem glória – havendo morrido de forma ignóbil e em completa solidão; e Jesus, o que teria a dizer acerca dos Mais que vencedores?

Jesus comparou duas situações distintas atribuindo a cada uma delas diferentes galardões: o galardão dos olhos mortais e o galardão do olhar do Pai.

Ele, ao ensinar no chamado Sermão do Monte, as profundezas da vontade do Pai para os seus filhos, discorreu sobre três perdas de galardão humano, recompensadas publicamente pelo Pai.

Ajudar a algum necessitado e ninguém ficar sabendo


Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente. Mateus 6:2-4


Orar e ninguém ficar sabendo

E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. Mateus 6:5-6


Jejuar e ninguém ficar sabendo


E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. Mateus 6:16-18


Acredito que, seja ao acudir alguém mais necessitado, seja ao orar por alguém ou alguma causa santa,ou até ao jejuar em algum bom combate, não é o reconhecimento humano que o fiel procura. Ao socorrer alguém, com o que o Pai lhe deu para bem cuidar, é a misericórdia que prevalece. Ao orar, praticamente em todos os casos, é amor o cerne do movimento. Ao jejuar, é um espírito contrito, em luta nas regiões celestiais, intercedendo em situações de alto risco ou desespero.

Pois Jesus repete três vezes: E o Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.


Que recompensa pública seria essa?

Pessoalmente, não acredito que sejam recompensas associadas aos vencedores segundo critérios terrenos. Não acredito que sejam bens, poderes terrenos ou similares.

Esse não é o bem mais precioso derivado dos momentos de compartilhar, orar e jejuar. Bens desse tipo não combinam com a resposta que Paulo recebeu após pedir, por três vezes, que o espinho de sua carne fosse tirado.

- A minha graça te basta; foi a resposta do Pai para ele.

Graça, penso eu, é a recompensa dada a todo aquele que aceita perder algo por aquele que o amou.


Tente se lembrar de algum momento em sua vida no qual você sofreu alguma perda em nome de Jesus. Pode ser na modalidade de provações a que Paulo se referiu, ou de perdas de glória humana, conforme o ensino de Jesus.

Tenho certeza que hoje, você pode fechar os olhos, e ao perceber a beleza do que houve, uma onda de graça celestial abençoa a sua alma.

Outros nomes são atribuídos a essa preciosa sensação.

Pedro a nomeia como o Espírito da glória e de Deus:


Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis. Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus; quanto a eles, é ele, sim, blasfemado, mas quanto a vós, é glorificado.
I Pedro 4:13-14


Paulo a designa como peso eterno de glória.

Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas. II Coríntios 4:16-18


O que é patente nas manifestações dos que sofreram, e sofrem, este tipo de perdas?


São todas por aquele que nos amou.


E os dois significados dessa expressão parecem válidos.

Essas perdas só se tornaram possíveis, por meio daquele que nos amou cujo amor nos constrangeu a agir segundo a sua Palavra; e essas perdas, sem a menor intenção de vaidade ou vanglória própria, foram a favor daquele que nos amou e de seu reino.

Por isso irmãos, sejamos realistas, não ufanistas.

A graça, o Espírito, a glória que repousa sobre o coração dos que foram considerados dignos de sofrer perdas por Jesus e seu evangelho, é o que os torna Mais que Vencedores.

Que o Senhor nos considere dignos desse privilégio.

Em nome de Jesus, Amém.


(*) Wolodymir Boruszewski (Wolô), Engenheiro Aeronáutico, DSc em Estruturas e Mecânica dos Sólidos, presbítero da Comunidade de Jesus, São Paulo, Pesquisador da Vale Soluções em Energia na área de Turbo-geradores. Compositor de música cristã, com 4 trabalhos gravados (conheça aqui).

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Abaixem suas armas e coloquem-se em seus joelhos

O texto abaixo foi extraído do blog Voltemos ao Evangelho. O texto falou muito comigo e mudou muita coisa em mim. Preciso parar de gastar tanto tempo na internet e gastar mais tempo com Deus. Envergonho-me de pensar que posso passar horas e não consiga gastar nem metade disso em comunhão com Deus.
Deus tenha misericórdia de todos nós.


"Converte-nos a ti, SENHOR, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes." Lm 5: 21

Abaixem suas armas e coloquem-se em seus joelhos

Eu estou zangado. Mais do que isso, estou profundamente entristecido. Por quê? Estou cansado do pecado que está tomando lugar em nome de Deus, no mundo virtual da "blogosfera". Toda essa coisa me lembra uma briga de jardim de infância. Em nome do combate pela verdade, os cristãos estão literalmente mordendo e devorando uns aos outros de modo excessivamente pecaminoso. Blogs são criados para apontar erros, levando outros a criarem mais blogs para apontar os erros dos primeiros blogs. Lutar pela verdade se transformou em algo que está mais perto de uma luta livre. Cristãos estão literalmente gastando horas e horas por dia na frente da tela de seus computadores trocando disparos e socos. Em tudo isto, Deus tem sido esquecido, e a maravilhosa, vivificadora e felicitadora mensagem do Evangelho, o que realmente vale a pena defender, foi perdido na guerra. 
Irmãos e irmãs, creio firmemente que Deus não está satisfeito com a grande maioria do que é publicado em blogs em nome dEle. Por quê? Porque não há humildade na escrita, e muito pouco sentido de nossa própria fragilidade e susceptibilidade ao pecado (Isaías 66: 1-2). Não há qualquer sentimento de tristeza pelo pecado, antes, há uma facilidade pecaminosa, quase uma alegria, em apontar o erro dos outros. Todo mundo quer ser um profeta, eles simplesmente não querem conhecer a Deus. Todo mundo quer ser um Paul Washer, eles simplesmente não querem gastar horas e horas estudando a Palavra de Deus, buscando a face de Deus em oração, e crescer, em conformidade a Ele como Paul Washer o faz. Com certeza é divertido encher o ar com palavras afiadas contra o pecado, mas ninguém quer enfrentar o pecado em seu próprio coração. Todo mundo quer ser um profeta, eles simplesmente não querem perder tempo em conhecer a Deus. Afinal de contas, condenar o pecado e defender a verdade é muito mais divertido. 
Qual é o resultado disto? Temos um monte de profetas de hobby. Os profetas do Antigo Testamento eram homens de Deus que podiam ouvir a voz dEle. Eles muitas vezes choravam pelo peso da sua missão, mas foi dada por Deus, e eles não poderiam fazer nada além de falar (Jeremias 23: 9-10). Sim, a carga de falar contra o pecado é pesada. É pesada para você? Ou é divertido? Os antigos profetas estavam tristes com o pecado de seus ouvintes e da dureza de seus corações e literalmente choraram diante de suas cegueiras e do julgamento que estava por vir. Quando foi a última vez que você chorou a respeito da rebelião e do pecado de alguém que você estava escrevendo? Ouso dizer, para muitos de nós, nunca. 
O mais doloroso de todos, Deus tem sido abandonado em favor da defesa da Palavra dEle. Em nosso zelo para defender a verdade, temos esquecido Aquele que deveríamos estar amando acima de tudo. Nós O honramos com nossa escrita, mas eu receio que muitas vezes os nossos corações estejam longe dEle. Como eu sei disto? Embora eu não possa ver corações, posso ver os frutos (a boca fala do que o coração está cheio), e não se parecem com santidade. 
Deus não precisa de nossos blogs. Quão estúpido somos se estamos pensando que nossos blogs são essenciais para a vida da Igreja e do eterno propósito de Deus. Deus definitivamente não precisa de nós, mas Ele deseja nosso amor e nossa devoção. Você O ama? Você quer conhecê-lO? Pensar em Deus traz alegria e felicidade para você? Ou você tem mais satisfação manejando a espada plástica do seu teclado? 
Se você está lendo este artigo e pensando em alguém que precisa de arrependimento, você está tanto perdendo e confirmando meu ponto. O meu ponto é: olhe para o seu próprio coração. Examine-se. 
Se você é um blogueiro que verdadeiramente ama o Senhor e deseja agradá-lo, eu enfaticamente sugiro que você dê um passo para trás e examine o seu coração. Desligue o computador e se coloque em seus joelhos. Gaste o tempo que você iria dedicar blogando para seguir firme a Deus. Em seguida, saia e ministre a pessoas verdadeiras, de carne e sangue. Seja Cristo para ser alguém que está sofrendo ou na necessidade. Receio que, se algo não mudar, vamos simplesmente descer ainda mais em disputas e difamações, o que acabará levando a completa inutilidade e irrelevância para o reino de Deus. Termino com as palavras do Senhor em Apocalipse 2: 
"Estas são as palavras daquele que tem as sete estrelas em sua mão direita e anda entre os sete candelabros de ouro. Conheço as suas obras, o seu trabalho árduo e a sua perseverança. Sei que você não pode tolerar homens maus, que pôs à prova os que dizem ser apóstolos mas não são, e descobriu que eles eram impostores. Você tem perseverado e suportado sofrimentos por causa do meu nome, e não tem desfalecido.Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor. Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio. Se não se arrepender, virei a você e tirarei o seu candelabro do lugar dele. Mas há uma coisa a seu favor: você odeia as práticas dos nicolaítas , como eu também as odeio.Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vencedor darei o direito de comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus."

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Continuaremos pecando para que a graça aumente? RM 6:1


Você Está Pregando o Evangelho?



D. M. Lloyd Jones


É verdade que, onde abundou o pecado, superabundou a graça; então, permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante?


Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente? Romanos 6:1

A genuína pregação do evangelho da salvação somente pela graça sempre leva à possibilidade desta censura ser lançada contra a graça. 
Não existe melhor teste para sabermos se um homem está realmente pregando o evangelho do Novo Testamento: algumas pessoas o entendem mal e o interpretam de maneira errada, de modo que chegam à seguinte conclusão: visto que fomos salvos apenas pela graça, realmente não importa tudo que fazemos, podemos continuar pecando como queremos, pois isto redundará em mais glória da graça de Deus. Este é um excelente teste para avaliarmos a pregação do evangelho. Se minha pregação deixa de expor o evangelho ao ponto de gerar este mal-entendido, realmente não estou proclamando o evangelho. 
Pretendo explicar o que estou afirmando. Se um homem anuncia a justificação por meio de obras, jamais teremos aquele entendimento errado. Se ele diz: .Você deseja ir ao céu? Então precisa parar de cometer pecados, viver um vida repleta de boas obras e observar certas coisas até à sua morte, deste modo será um cristão e irá ao céu, quando morrer. 
O pregador da mensagem acima não será acusado de ter dito: Continuemos a pecar, para que a graça seja abundante. Mas todo fiel pregador que anuncia o evangelho tem sido acusado de anunciar uma mensagem que estimula a pecar! Todos eles têm sido acusados de antinomianismo (estar contra a lei). Eu poderia falar a todos os ministros do evangelho: SE A SUA PREGAÇÃO DO EVANGELHO NÃO TEM SIDO ENTENDIDA DAQUELA MANEIRA ERRADA, VOCÊ DEVE EXAMINAR SEUS SERMÕES NOVAMENTE; é melhor certificar-se de que está realmente proclamando a salvação anunciada no Novo Testamento aos ímpios, pecadores, mortos em seus delitos e pecados, inimigos de Deus. Existe um certo elemento de perigo na apresentação da doutrina da salvação.
fonte: site EDITORA FIEL/artigos






Arrependimento é Deixar o Pecado
por
Dwight Lyman Moody

Eu não me dirijo somente ao não convertido, porque sou daqueles que crêem que a igreja precisa se arrepender muito antes que muita coisa de valor possa ser feita no mundo. Acredito firmemente que o baixo padrão de vida cristã está mantendo muita gente no mundo e nos seus pecados. Se o incrédulo vê que o povo cristão não se arrepende, não se pode esperar que ele se arrependa e se converta de seu pecado. Eu tenho me arrependido dez mil vezes mais depois que conheci a Cristo, do que em qualquer época anterior, e penso que a maioria dos cristãos precisa se arrepender de alguma coisa.

Assim, quero pregar tanto para os cristãos como para os não-convertidos, tanto para mim mesmo quanto para aquele que nunca conheceu a Cristo como seu Salvador.
Há cinco coisas que fluem do verdadeiro arrependimento:

1. Convicção.
2. Contrição.
3. Confissão de pecado.
4. Conversão.
5. Confissão de Cristo diante do mundo.

Convicção
Quando um homem não está profundamente convicto de seus pecados, é um sinal bem certo de que ainda não se arrependeu de verdade. A experiência tem me ensinado que as pessoas que têm uma convicção muito superficial de seus pecados, cedo ou tarde recaem em suas velhas vidas. Nos últimos anos tenho estado bem mais ansioso por uma profunda e verdadeira obra de Deus entre os já convertidos do que em alcançar grandes números. Se um homem confessa ser convertido sem reconhecer a atrocidade de seus pecados, provavelmente se transformará num ouvinte endurecido que não irá muito longe. No primeiro sopro de oposição, na primeira onda de perseguição ou ridículo, eles serão carregados de volta para o mundo.

Creio que é um erro lamentável conduzirmos tantas pessoas à igreja que nunca experimentaram a verdadeira convicção de pecados. O pecado no coração do homem é tão negro hoje quanto o foi em qualquer outra época. Às vezes penso que está mais negro. Porque quanto maior a luz que uma pessoa tiver, maior sua responsabilidade, e por conseguinte maior a sua necessidade de profunda convicção.
Até que a convicção de pecados nos faça cair de joelhos, até que estejamos completamente humilhados, até que tenhamos perdido toda esperança em nós mesmos, não podemos encontrar o Salvador.

Há três coisas que nos levam à convicção: (1) A Consciência; (2) A Palavra de Deus; (3) O Espírito Santo. Todos os três são usados por Deus.
Muito antes de existir a Palavra escrita, Deus tratava com o homem através da consciência. Foi por isto que Adão e Eva se esconderam da presença do Senhor Deus entre as árvores do Jardim do Éden. Foi isto que convenceu os irmãos de José quando disseram: "Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos. Por isso", disseram eles (e lembre-se, mais de vinte anos haviam se passado depois que eles o venderam como cativo), " por isso nos vem essa ansiedade".

É a consciência que devemos usar com nossos filhos antes de atingiram uma idade onde podem entender a Palavra e o Espírito de Deus. E é a consciência que acusa ou inocenta o ímpio.

A consciência é "uma faculdade divinamente implantada no homem, que o pede a fazer o que é certo". Alguém disse que ela nasceu quando Adão e Eva comeram do fruto proibido, quando seus olhos foram abertos e "conheceram o bem e o mal". Ela julga, mesmo contra nossa vontade, os nossos pensamentos, palavras, e ações, aprovando ou condenando-os de acordo com a sua avaliação de certo ou errado. Uma pessoa não pode violar sua consciência sem sentir a sua condenação.

"Na verdade, a mim me parecia que muitas cousas devia eu praticar contra o nome de Jesus, o Nazareno" Atos 26:9. A própria consciência precisa ser educada.

Outra vez, a consciência frequentemente é como um relógio despertador, que a princípio desperta e acorda, mas com o tempo a pessoa se acostuma com ele, e então perde o seu efeito. A consciência pode ser asfixiada. Creio que cometemos um erro em não dirigirmos as pregações mais para a consciência.

Portanto, no devido tempo a consciência foi suplantada pela Lei de Deus, que no seu tempo foi cumprida em Cristo.

Neste país cristão, onde as pessoas têm Bíblias, a Palavra de Deus é o meio que Deus usa para produzir convicção. A Bíblia nos diz o que é certo e o que é errado antes de você cometer o pecado, e assim o que você precisa é aprender e apropriar-se de seus ensinos, sob a direção do Espírito Santo. A consciência comparada à Bíblia é como uma vela comparada ao sol lá no céu.

Veja como a verdade convenceu aqueles judeus no dia de Pentecostes. Pedro, cheio do Espírito Santo, pregou que "este Jesus que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo". "Ouvindo eles estas cousas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?" Atos 2: 36, 37.

Em terceiro lugar, enfim, o Espírito Santo convence. Algumas das mais poderosas reuniões de que já participei foram aquelas em que houve uma espécie de quietude sobre o povo e parecia que um poder invisível se apoderava das consciências. Lembro-me de um homem que veio à reunião e no momento em que entrou, sentiu que Deus estava lá. Um senso de reverência veio sobre ele, e naquela mesma hora sentiu convicção e se converteu.

Contrição
A próxima coisa é a contrição, o profundo sentimento de tristeza segundo Deus e humillhação de coração por causa do pecado. Se não houver verdadeira contrição, o homem voltará direto para o seu velho pecado. Esse é o problema com muitos cristãos.
Um homem pode sentir raiva e se não houver muita contrição, no dia seguinte sentirá raiva outra vez. A filha pode dizer coisas indignas, ofensivas à sua mãe, e porque sua consciência lhe perturba ela diz: "Mãe, sinto muito. Perdoe-me".

Mas logo há um outro impulso genioso, porque a contrição não foi profunda nem verdadeira. Um marido diz palavras agressivas à sua esposa, e então para aliviar sua consciência, compra um buquê de flores para ela. Ele não quer enfrentar a situação como um homem e dizer que errou.

O que Deus quer é contrição, e se não houver contrição, não há arrependimento completo. "Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os de espírito oprimido." "Coração compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus." Muitos pecadores lamentam por seus pecados, lamentam por não poderem continuar pecando; mas se arrependem apenas com corações que não estão quebrantados. Não creio que saibamos como nos arrepender atualmente. Precisamos de um João Batista, que ande pelo país, gritando: "Arrependam-se! Arrependam-se!"

Confissão de pecado
Se tivermos verdadeira contrição, ela nos levará a confessarmos nossos pecados. Creio que nove décimos dos problemas em nossa vida cristã são resultado de não fazermos isso. Tentamos esconder e cobrir nossos pecados. Há muito pouca confissão deles. Alguém disse: "Pecados não confessados na alma são como uma bala no corpo".

Se você não tiver poder, talvez seja porque há algum pecado que precisa ser confessado, alguma coisa em sua vida que necessita ser removida. Não importa quantos salmos você cante, ou a quantas reuniões você compareça, ou o quanto você ore e leia a sua Bíblia, nada disso encobrirá esse tipo de problema. O pecado deve ser confessado, e se o meu orgulho me impede de confessar, não devo esperar misericórdia de Deus nem respostas às minhas orações.

A Bíblia diz: "O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará" Provérbios 28:13. Pode ser um homem no púlpito, um sacerdote por trás do altar, um rei no trono _ não me importo quem ele seja. O homem está tentando fazer isso há seis mil anos. Adão o tentou e falhou. Moisés o tentou quando enterrou o egípcio que matou, mas falhou.
"Sabei que o vosso pecado vos há de achar." Números 32.23 Por mais que você tente enterrar o seu pecado, este tornará a aparecer mais cedo ou mais tarde, se não for apagado pelo Filho de Deus. Se o homem nunca conseguiu fazer isso em seis mil anos, é melhor você e eu desistirmos de tentar.

Há três maneiras de se confessar pecados. Todo pecado é contra Deus, e a Ele deve ser confessado. Há pecados que eu não preciso confessar a pessoa alguma no mundo. Se o pecado foi entre mim e Deus, devo confessá-lo sozinho no meu quarto. Não preciso cochichá-lo no ouvido de nenhum mortal. "Pai, pequei contra o céu e diante de Ti." "Pequei contra Ti, contra Ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos."

Mas se fiz algo errado a alguma pessoa, e ela sabe que a prejudiquei, devo confessar o pecado não somente a Deus mas também a esta pessoa. Se o meu orgulho me impede de confessar meu pecado, não preciso ir a Deus. Posso orar, posso chorar, mas isso não adiantará. Primeiro confesse àquela pessoa, e depois a Deus, e veja com que rapidez Ele lhe ouvirá e lhe enviará a paz. "Se pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma cousa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faz a tua oferta." Mateus 5: 23, 24. Esse é o caminho bíblico.

Há outra classe de pecados que devem ser confessados publicamente. Suponha que fui conhecido como um blasfemador, um alcoólatra ou um depravado. Se me arrependo de meus pecados, devo ao público uma confissão. A confissão deve ser tão pública quanto foi a trangressão. Muitas vezes uma pessoa dirá algo maldoso a respeito de outra na presença de terceiros, e então tentará apaziguar isso indo somente à pessoa prejudicada. A confissão deve ser feita de forma que todos os que ouviram a transgressão possam ouvir a confissão.
Somos bons em confessar o pecado de outras pessoas, mas se experimentarmos um verdadeiro arrependimento, ficaremos mais que ocupados cuidando dos nossos próprios pecados. Quando alguém dá uma boa olhada no espelho de Deus, não encontrará ali faltas dos outros; tem coisas demais a ver em si mesmo.

"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" 1 João 1:9. Obrigado Senhor pelo Evangelho! Crente, se há algum pecado em sua vida, resolva confessá-lo, e seja perdoado. Não deixe nenhuma nuvem entre você e Deus. Garanta o seu título para a mansão que Cristo foi preparar para você .

Conversão
A confissão leva à verdadeira conversão, e não pode haver uma verdadeira conversão, até que se tenha dado esses três passos.

Agora a palavra conversão significa duas coisas. Dizemos que uma pessoa é "convertida" quando nasce de novo. Mas conversão também tem um significado diferente na Bíblia. Pedro disse: "Arrependei-vos...e convertei-vos" Atos 3:19. Existe uma versão que traduz assim: "Arrependei-vos e voltai-vos". Paulo disse que não foi desobediente à visao celestial, mas começou a pregar a judeus e gentios para que se arrependessem e se voltassem para Deus. Um certo teológo de outra época disse: "Todos nós nascemos de costas para Deus. O arrependimento é uma mudança de trajetória. É uma volta de cento e oitenta graus."

Pecado é afastar-se de Deus. Como alguém disse, é aversão a Deus e conversão para o mundo; enquanto que o verdadeiro arrependimento significa conversão a Deus e aversão ao mundo. Quando há verdadeira contrição, o coração está entristecido por causa do pecado; quando há verdadeira conversão, o coração fica liberto do pecado. Deixamos a velha vida, somos transportados do reino das trevas para o reino da luz. Maravilhoso, não é ?
A não ser que nosso arrependimento inclua essa conversão, não vale muito. Se alguém continua em pecado, é a prova de uma profissão inútil. É como bombear água para fora do navio, sem tampar os vazamentos. Salomão disse: "Se o povo orar... e confessar teu nome, e se converter dos seus pecados..." 2 Crônicas 6:26.

Oração e confissão não seriam de proveito nenhum enquanto o povo continuasse em pecado. Vamos prestar atenção à chamada de Deus. Vamos abandonar o velho caminho perverso. Voltemos ao Senhor, e Ele terá misericórdia de nós, e ao nosso Deus, porque Ele perdoará abundantemente.

Confissão de Cristo
Se você é convertido, o próximo passo é confessar isso abertamente: "Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa a respeito da salvação" Romanos 10:9, 10.
A confissão de Cristo é o clímax da obra de verdadeiro arrependimento. Devemos isso ao mundo, aos nossos semelhantes cristãos e a nós mesmos. Ele morreu para nos redimir, e podemos estar envergonhados ou com medo de confessá-Lo? A religião como uma abstraçao, como uma doutrina, tem pouco interesse para o mundo, mas aquilo que as pessoas podem testemunhar da experiência pessoal sempre tem peso.
Ah, amigos, estou tão cansado de cristianismo medíocre. Vamos nos entregar cem por cento por Cristo. Não vamos dar um som inseguro. Se o mundo quer nos chamar de tolos, que o faça. É apenas por um pouco. O dia da coroação está chegando. Graças a Deus pelo privilégio que temos de confessar a Cristo!

Folhetinho evangelístico [amei!]: